quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Reler livros

   A releitura de "O Cavaleiro da Dinamarca" atrai-nos para uma narrativa simples mas cheia de truques narrativos que prendem os leitores de todas as idades. Lido há 40 anos e hoje, a narrativa mantém o mesmo encanto. E hoje descobrimos melhor certos momentos que nos fazem ainda pele de galinha: o momento em que o cavaleiro reza na gruta de Belém, por si e pelo mundo, numa paz de anjos; a doença que o segura nos claustros do convento ao lado dos sucessores de S. Francisco e S. António; o ponto em que os navegadores brancos (no séc. XV) verificam surpreendidos que o sangue dos negros é da mesma cor do deles; o momento supremo em que o cavaleiro fala com os lobos e os ursos e os intima a que o poupem em nome da trégua de Natal. São momentos mágicos que qualquer boa obra tem. Esta tem.

FEIRA DO LIVRO USADO ESTÁ PERTO


 
   A Feira do Livro Usado está perto. Temos cerca de uma centena de livros para já e até terça-feira esperamos obter muitos mais. Vá lá, dê lá um jeitinho. Ofereça um livro e faça o prazer de alguém. Na terça-feira vá ao Salão e fique surpreendido com os títulos que vão aparecer. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Feira do Livro Usado 2013

Caros amigos,
já temos 40 livros para a Feira mas ainda é pouco. Vai trazendo livros e entrega-os no Centro de Recursos (CR) ou ao professor de Português. Não te esqueças também da Dedicatória que deves incluir na Fichinha do Livro. E dá uma sugestão para um aquisição pelo CR.

LER OS MEDIA 5

    Ver José Alberto de Carvalho(JAC) entregue às feras é caricato. Vê-lo ele próprio a fingir que é verdadeiro e domina as feras que o vão comer dá pena. 
  Sim, falo do apresentador do Telejornal da TVI. Estou a vê-lo a apresentar o noticiário e a ligar sucessivas vezes para as escadarias da Assembleia da República a apanhar a subida das escadarias pelos polícias. A repórter está empolgada, José Alberto não menos. Como a coisa parece que não anda (que não sobe) continua-se com o noticiário sobre a seleção e Cristiano Ronaldo: ele é a novela do anúncio da Pepsi, ele são as declarações do jogador maravilhado com o seu próprio génio, ele é um vídeo jocoso posto no Youtube a parodiar o Ronaldo, líder de visualizações, ele é o folhetim Blatter pisado e repisado, com as imagens da paródia, as desculpas, a resposta dos patriotas a dizer que as desculpas se evitam.
  Desta bajulação de um jogador elevada a desígnio nacional ninguém está farto, sobretudo as "audiências". E o realizador do Telejornal obriga JAC a voltar às escadarias de S. Bento. Agora sim: o espetáculo aí está a subir as escadas. Lá vai abaixo o Diretor Nacional da Polícia.
    Já não há mais nada a dizer das escadarias de S. Bento. Espera aí que ainda há mais sobre o Cristiano... Um destes dias ele dá-nos uma entrevista exclusiva.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Feira do Livro Usado 2013

Ofereça um livro, vá lá…

Tem lá em casa livros que não vai voltar a ler? Tem lá em casa um livro que gostaria de oferecer e não o faz por ser usado? Nós queremos esses livros… para os vender outra vez por 1 Euro. Apelamos pois à sua generosidade e ao espírito de Natal. Ofereça-nos um livro (ou mais) e esses livros serão depois vendidos na Feira do Livro Usado (no Salão da ESAAG) no Dia do Patrono, 17 de dezembro. Aceitam-se vários géneros de obras de leitura recreativa: romances, novelas, contos, biografias, diários, poesia, etc. Não queremos manuais escolares ou outros auxiliares de ensino. As receitas servirão depois para adquirir novas obras ou equipamentos para o nosso Centro de Recursos (CR). Ah, é verdade, caso seja aluno, fale primeiro disso aos seus pais.
A atividade é aberta a alunos, professores, funcionários, pais e amigos da ESAAG. Entregue os seus livros usados através dos professores de Português ou diretamente junto do CR. Depois pode aparecer no dia 17 no Salão a partir das 9 horas e… comprar. Aparecem sempre boas surpresas.






sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Centenário do nascimento

Vamos (re)ler Camus?


Albert Camus, Prémio Nobel da Literatura em 1957, nasceu a 7 de novembro de 1913, fez ontem exatamente 100 anos. É o autor de “O Estrangeiro” (8 milhões de exemplares vendidos) ou “A Peste” (4 milhões de exemplares), para além de outras obras. É o escritor francês do séc. XX mais lido, mais citado e mais traduzido no estrangeiro.
Nasceu na Argélia em meio modesto e foi o seu professor primário que o orientou na prossecução dos estudos. É a ele que dedicará o discurso do Nobel em 1957. Entretanto na segunda grande guerra participa no jornal “Combat”, órgão da Resistência. A sua filosofia de resistência e de reconhecimento dos limites na guerra e nas relações entre os países, lutando contra a pena de morte e contra o terror estatal, levou a que as suas ideias fossem extremamente influentes em todo o mundo. No seu tempo, no entanto, foi mal compreendido na França e na Europa, nomeadamente pela condenação dos abusos do regime soviético. Em “O Mito de Sísifo”, aponta o absurdo do caminho humano no mundo, sendo essa obra a busca de uma coerência que não encontra neste mundo. Quanto à revolta é uma ideia fundamental no homem, refere ele, mas nem todos os meios são aceitáveis para atingir os fins que o homem se propôs.
A Biblioteca do nosso Centro de Recursos tem à disposição dos leitores “O Estrangeiro” e “A Peste”. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Vamos a Mafra!

Visita a 9 de dezembro


   A vista anual a Mafra a propósito do “Memorial do Convento” é para breve. No dia 9 de dezembro lá estaremos. Seremos 4 professores e cerca de 100 alunos. No programa consta de manhã a visita ao Palácio Nacional de Mafra (antigo Convento) e à tarde a representação teatral baseada na obra de José Saramago. Depois trazemos fotografias. Porque não começar agora a leitura da obra?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Maria José Neto publica livro

    Maria José Neto é professora de História na ESAAG e lança amanhã, dia 30 de outubro, às 17 horas, no Auditório Central do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), no âmbito do Fórum de Toponímia a realizar no IPG, a obra "A Toponímia da Cidade da Guarda e a Construção da Memória Pública no séc. XX". A professora concedeu uma entrevista ao Blogue EXPRESSÃO de que reproduzimos aqui uma das respostas: 


     De que trata o livro no essencial?

   São abordadas duas temáticas que se interligam, a da evolução do espaço urbano, no interior e no exterior da muralha, e a da nomeação das vias e lugares públicos. Se nos tempos mais remotos da cidade os nomes dos espaços surgiam de forma mais ou menos espontânea, na segunda metade do século XIX o ato de nomear passou a ser uma atribuição do poder municipal. A partir dessa altura, as nomeações surgem carregadas de intencionalidade, mas surgem também renomeações (novos batismos) das vias existentes. Através das atas das sessões da Câmara Municipal, onde foram exaradas essas novas designações, indicia-se a intencionalidade dos autores (normalmente vereadores ou presidentes da Câmara). Essa intencionalidade visa criar uma memória pública e essa memória diferencia-se no curso do tempo, marcado pelos diferentes regimes políticos que perpassaram o século XX, particularmente a Monarquia Constitucional, a República, o Estado Novo e a Democracia.

Ler o resto da Entrevista em  

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

KAMO E EU

Um professor que se transforma



Já imaginaram um professor que regular-mente vos pede os temas mais banais para redação em Português (“Faz o teu retrato”, “Conta as tuas férias”, “Uma noite em família”, “O que mudou desde o ano passado”)? A coisa altera-se (para pior) se o tema muda para “Descreve o jardim da tua tia”. O protagonista, que tem uma birra assinalável às redações e não consegue “puxar pelos temas” e que ainda por cima não tem tia, fica pelos cabelos. E pior fica ainda quando o professor, de quem o protagonista não gosta e que acha que o jovem “não tem imaginação”, pede o tema “Você acorda uma manhã e constata que se transformou em adulto. Aflito, precipita-se para o quarto dos pais: eles transformaram-se em crianças. Conte o resto”.

O resto do livro “Kamo e eu”, de Daniel Pennac (ilustrações de Jean-Philippe Chabot), coloca-nos diante da transformação do protagonista e do professor a propósito desta redação. Tudo continua por uma epidemia provocada na turma inteira por este tema. Acreditam? No final cada um não é bem aquilo que parece e detrás de um professor duro e impávido há uma pessoa pronta a revelar-se diferente. Não percam, jovens e adultos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CÁPSULA DO TEMPO

Até 2050!!!


Foi hoje, dia 1 de julho. As individualidades convidadas para projetar o futuro da Guarda em 2050 juntaram-se à beira da Torre de Menagem da Guarda e enterraram a Cápsula do Tempo, iniciativa do Clube Escape Livre (nos 40 anos do seu programa radiofónico). A cerimónia principal decorreu às 12 h 30: a cápsula, construída sob a orientação do IPG, foi depositada na cova para ela desenhada, na chamada Encosta do Tempo. Depois, no almoço, entregaram-se as réplicas das cápsulas aos participantes e durante a tarde  assistiu-se à Conferência sobre Os Media e o Futuro. Às 17 h 30 deu-se o descerramento de uma lápide evocando a data, tendo também havido a plantação de uma árvore. Tomaram a palavra em diversos momentos destacando o valor da iniciativa Luís Celínio (Clube Escape Livre), Pinto Balsemão (diretor da IMPRESA, padrinho da iniciativa), Rui Isidro (diretor da Rádio Altitude), Joaquim Valente (presidente da Câmara da Guarda), Constantino Rei (IPG).

Como estará a Guarda em 2050? E quantos anos teremos nós se estivermos vivos? Quem lá chegar há de ler o que está dentro das cápsulas. 


sexta-feira, 28 de junho de 2013

CÁPSULA DO TEMPO: PARA LER EM 2050

Já há programa para o dia 1 de julho

A Cápsula do Tempo, realizada pelos técnicos do IPG, onde ficarão colocados os cilindros cujo conteúdo foi elaborado por 40 personalidades ligadas à Guarda e por 3 escolas, está neste momento em exposição no Centro Comercial VIVACI da Guarda. No dia 24 de Junho passado, pelas 18 horas, e na presença do Presidente da Câmara da Guarda, foram colocados todos os recetáculos na Cápsula que foi fechada naquele momento.

A turma de Português do 12º B da ESAAG, orientada pelo professor Joaquim Igreja, participou na iniciativa, tendo elaborado fotografias, textos e um vídeo. Os textos incidiram sobre a análise da situação atual da cidade e do concelho da Guarda, a previsão  e os desejos para 2050. Já imaginaram os atuais jovens com 55 anos a abrir a cápsula em 2050?
As cerimónias oficiais do seu encerramento terão lugar a 1 de Julho com o Programa seguinte:
12H30 – Torre de Menagem – Colocar a cápsula dentro de terra e simbolicamente iniciar o seu encerramento.
13H30 – Hotel Vanguarda – Almoço com entidades, convidados e comunicação social.
15H00 – Conferência e debate no auditório IPG da Rua Soeiro Viegas – “Presente e Futuro dos Media”, tendo como oradores: Agustín Remesal, jornalista e escritor; Carlos Correia, pro reitor da Universidade Nova de Lisboa; Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa.
17H30 – Torre de Menagem – Encerramento oficial da cápsula




 
 
       
 
 

 


quinta-feira, 20 de junho de 2013

3 PERGUNTAS A QUEM LÊ

Carlos Varandas Nunes

É ex-aluno da ESAAG, assistente operacional no Agrup. Escolas da Sé e está destacado no Sindicato dos Técnicos Superiores e Assistentes e Auxiliares de Educação da Zona Centro (STAAEZC)

Em termos de livros, o que anda a ler e o que tem lido recentemente?

Em termos de livros, neste momento e desde há 8 meses para cá a minha leitura de “ cabeceira “ está mais “ lenta”, pois os livros que todos os dias tenho lido, são técnicos/académicos, em virtude do Trabalho final para conclusão do Mestrado que estou a frequentar. Pois isso obriga-me a ler e a escrever o meu “ Livro”, pois penso em editar o trabalho em livro.
Um dos livros que li para este projeto não muito técnico, mas mais sociológico é “ Trabalho e Sindicalismo em tempo de globalização” de Manuel Carvalho da Silva, Ex-secretário Geral da CGTP-IN, que é a sua Tese de Doutoramento. Um livro muito interessante, pois trata-se de uma investigação no campo da sociologia onde o autor relata a sua experiência sindical. Neste livro encontramos a História do Sindicalismo; estudos de caso (Grundig; Portugal Telecom; Nova Penteação…); a evolução europeia dos Sindicatos numa “Europa social”, etc.
Um caso que me apaixonou foi sobre a forte tradição dos Lanifícios na Covilhã, mormente a Fábrica Nova Penteação como um processo local de sindicalização e forte representação dos trabalhadores. Apesar de ser da Covilhã, esta empresa teve um impacto muito grande em termos de representatividade dos trabalhadores pelos seus direitos laborais como salários, horário de trabalho e luta sindical a nível nacional, nomeadamente a partir do 25 de abril de 74. Foram uma referência de ação sindical nas lutas e greves do movimento sindical quer regional quer nacional. Entre 1950 e 1970 esta empresa chegou a ter 1200 trabalhadores, sendo o papel sindical nesta empresa fulcral: O aumento do salário para 300 escudos, depois para 600 e com a liberdade conquistada em 74 para 1000 escudos e a fixação do primeiro salario mínimo em 3.300$00 foram grandes etapas desta luta na Nova Penteação. Em 1981 dá-se uma histórica greve de 29 dias que os trabalhadores da Nova Penteação fazem contra a aplicação do contrato coletivo de trabalho elaborado pelo SINDETEX ,que lhes retirava direitos.
Esta empresa que exportou cerca de 55 % para a Alemanha, com a globalização, novas tecnologias e mudanças de mercado, reduziu o número de trabalhadores para 700 e até 2003, ano do encerramento, o número de colaboradores foi baixando a fasquia dos 700.

Refira uma impressão positiva de uma dessas leituras

Um outro livro que estou a ler é o “ Auto de Fé” de Zita Seabra. Este livro é uma entrevista ao Padre Gonçalo Portocarrero, sendo um livro que fala sobre a Fé, neste ano da Fé. Nesta entrevista o Padre Gonçalo fala sem rodeios sobre a Inquisição, afirmando um aspeto curioso: “Antigamente a Igreja depunha os Reis que não lhe eram submissos e excomungava-os… e hoje é a Igreja que se senta no banco dos réus. Esta nova Inquisição é a opinião pública”. Eu vou mais longe e pergunto: Liberdade de Imprensa? Sim, mas a Liberdade das Pessoas onde fica e como fica? Pode ser exposta a nu? Neste livro o Padre Gonçalo fala da Fé e define a Fé de uma forma brilhante: “É que todos os cristãos tenham consciência de que ser cristão é estar comprometido - e estar comprometido com um projeto concreto”. De outro modo, poder-se-ia dizer “A Fé é aceitar Cristo”.
Um outro livro que vou ler brevemente é “ JESUS - os últimos dias “ de Shimon Gibson, Arqueólogo e professor de Arqueologia: Este livro explora novos caminhos terrenos na explicação da figura de Cristo e examina os críticos dias finais de Jesus, fazendo uso dos achados arqueológicos como prova principal.

Qual a sua rotina semanal de leitura de jornais e de outros periódicos?

Leio todos os dias um diário que alterno entre o Correio da Manhã e o Diário de Notícias. Além disso sou leitor assíduo dos jornais online Diário Económico. Leio os 3 semanários da Cidade e quando há temas /assuntos pertinentes adquiro a Revista Visão ou a Sábado.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O MEMORIAL NÃO ACABOU


Blimunda chegou a casa. À casa de sua mãe, deixada há tanto tempo. Levava a vontade de Baltasar consigo.
Sentia-se serena. Não tinha fome nem sede. Queria apenas sentar-se. Então foi até ao quarto. Tantas memórias! E sentou-se na cama, primeiro à beira, depois mais atrás, depois mais atrás, até encostar a nuca à parede fria e húmida do quarto.
Fechou os olhos e uma torrente forte de imagens apareceu na sua mente, como se, ao invés de fechar, tivesse aberto os olhos. Abriu-os de novo, repentinamente.
Pôs-se a contemplar o quarto, o chão de terra, a arca velha, os pés de uma cadeira. Depois chamou baixinho: “Baltasar...”.
Então a vontade de Baltasar desprendeu-se suavemente de si, ficando apenas ligada a ela por um ínfimo ponto de contacto, um pouco acima do umbigo. Blimunda examinou-a: havia muita coisa misturada. Contradições, memórias com que Blimunda se enterneceu, outras com que se riu. Com algumas torceu o nariz.
Blimunda reparou que a vontade de Baltasar era redonda e que ia girando. Olhando para o seu próprio abdómen, Blimunda viu que a sua própria vontade estava ali e que também girava.
A certa altura Blimunda reparou que a parte da vontade de Baltasar que há pouco a enervara estava agora no ponto mais perto dela.
Instintivamente olhou para a sua própria vontade. Não se afastara da de Baltasar. Rodara de maneira a ter uma palavra escrita no ponto em que se tocavam as duas:
“COMPREENSÃO.”

Rita Bolota Fonseca (12º A)

domingo, 2 de junho de 2013

EXPOSIÇÃO NO CR

José Luís Peixoto poeta

   Mais um mês, mais um poeta…
            Na edição de junho das exposições no Centro de Recursos, selecionámos um poeta natural de Galveias (Ponte de Sor) e vencedor do prémio Literário José Saramago. Aos 38 anos, José Luís Peixoto é um dos mais acarinhados e respeitados poetas e escritores da sociedade portuguesa. Tentámos contactar o poeta, mas, infelizmente, não obtivemos resposta. A exposição que realizámos continuará na biblioteca escolar até o fim do ano letivo. Visita-a e tira um poema!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CLUBE DOS POETAS VIVOS

LUÍS QUINTAIS


     Durante o mês de maio, o Clube de Leitura promove a divulgação no Centro de Recursos de poemas do poeta e antropólogo, nascido em Angola (1968), Luís Quintais. Presentemente leciona no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra.
     Publicou o seu primeiro livro de poesia em 1995, A Imprecisa Melancolia (Teorema e Lumen). Em 1999 regressa à poesia, publicando Umbria (Pedra Formosa) e Lamento (Livros Cotovia). Posteriormente publicou Verso Antigo (2000), Angst (2003), Duelo (2004),  Canto Onde (2006) e Mais espesso que a água (2008), todos pelos Livros Cotovia. Com Duelo venceu a oitava edição do Prémio de Poesia Luís Miguel Nava referente a 2005. Luís Quintais tem um página pessoal na NET, participou no blog casmurro e no Webqualia. Atualmente, anima Os livros ardem mal.

A PROEMINÊNCIA DA MÃO DIREITA 

É a mão direita que domina.
A esquerda obedece
cegamente.
É a mão direita que fere.
A esquerda consola.
É a mão direita que disciplina,
brutaliza.
A esquerda, é o exercício
próximo e doméstico
de afagar
o que a comove, o que
recatadamente a silencia.
Esta é a terra,
os modos de nela me orientar:
as minhas mãos, a proeminência
da direita sobre a esquerda,
o que toda a vida quis negar.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

3 PERGUNTAS A QUEM LÊ


Luís Baptista-Martins, 45 anos, diretor do jornal O INTERIOR e ex-aluno da ESAAG

     1)Em termos de livros, o que anda a ler e o que tem lido recentemente?
     Nos tempos mais recentes recordo a leitura de “Um mundo de Estranhos” de Nadine Gordimer, uma obra sublime sobre um tempo de violência e complexidade, o do “apartheid”, na Áfica do Sul. E “Cidade Proibida” de Eduardo Pitta, um crítico literário e poeta que se aventura na ficção como narrador autoritário numa obra que me surpreendeu sobre uma «certa Lisboa» contemporânea.
     O último livro que li foi “Dentro do Segredo”, de José Luís Peixoto, que nos conduz por uma surpreendente viagem ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo, a Coreia do Norte. É uma obra de literatura de viagem, com relatos surpreendentes sobre as exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, entre tantos outros episódios impressionantes da vida e da sociedade num país de que sabemos muito pouco. São muitos episódios e pequenas histórias deprimentes de vidas sem horizontes dentro da ditadura mais repressiva do mundo. Não é uma obra de ficção fascinante como o “Cemitério de Pianos”, mas é um olhar atento e retratista de uma sociedade desconhecida que José Luís Peixoto procura retratar. 

     2)Refira uma impressão positiva de uma dessas leituras
    Mais recentemente li “O filho de mil homens”, de Valter Hugo Mãe, que é uma história apaixonante sobre um homem que chegado aos quarenta anos encontra a imensa tristeza de não ser pai; do sonho de encontrar uma criança que o prolongue. É uma história sobre temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família. É fascinante como o narrador nos faz sentir que o amor, sendo uma pacificação com a nossa natureza, tem o poder de a transformar.
    Ao ler “O filho de mil homens” encontramos uma apurada sensibilidade e percebemos o quanto é enriquecedor ler um livro. Ou, como diria Carlos Drummond de Andrade, «a literatura, tal como as artes plásticas e a música, é uma das grandes consolações da vida» - por isso gosto tanto de livros, de os ler, de os sentir, de os respirar (e talvez por isso organizei quatro grandes feiras do Livro na Guarda, entre 2002 e 2008).

3)Qual a sua rotina semanal de leitura de jornais e outros periódicos?
     Começo o dia a ler ou folhear o “Público”, de que sou assinante. Posso também ver algum outro jornal diário se algum título me chamar a atenção, nomeadamente o “i”. Vejo online alguns jornais, nomeadamente o “El País”. E semanalmente o “Expresso” e o “O INTERIOR”, por motivos óbvios, e porque sendo de facto o melhor jornal da região, é o único jornal regional que leio, além do “Jornal do Fundão”. Quando tenho tempo ainda me aventuro por alguma outra publicação, nomeadamente a revista “Visão”.

 

 

LER OS MEDIA 3
 
As conferências de imprensa filmadas são uma anedota. Os sítios onde os jornalistas se colocam para os diretos têm que ser de forma a que o homem da câmara apanhe a mesa mas não pode ser a mais de dois ou três metros de distância. Resultado: incómodos para os restantes profissionais e uma figura ridícula que os jornalistas fazem com a sua voz a sobrepor-se à do entrevistado após a pergunta feita pela estação. Para já não falar no descaramento que é fazer a mesma pergunta a que o entrevistado já respondeu “agora em direto para o canal X”… Que racionalidade é a de fazer a mesma pergunta só para justificar o direto? Porque não há uma vedeta ou político que diz "Já respondi a essa pergunta e o senhor já gravou."?
O dia em que escrevo este texto é dia de futebol e, ao ouvir as perguntas dos jornalistas aos treinadores nos três canais de informação da TV Cabo, não conseguimos ver a cara dos jornalistas que não são da própria estação. Para quando um acordo entre as televisões de forma a mostrar a cara de quem faz as perguntas, sejam da nossa ou de outra estação? Não acham que o público ficaria mais bem servido?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

LIVRO DE DANIEL ROCHA

"Casa da Memória" celebra o Manigoto

      Daniel Rocha, ex-aluno da ESAAG, lançou no passado dia 8 de abril pelas 15 horas no Manigoto (Pinhel) uma peça de teatro à volta de duas lendas do Manigoto, com o título "Casa da Memória". A apresentação esteve a cargo de Joaquim Igreja, professor desta escola. A peça apresenta o trajeto de um jovem há cerca de 50 anos desde a infância até ao casamento, passando por uma frustrada vocação sacerdotal, impulsionada pelo padre da aldeia. Tudo acaba bem. Quem quiser pode requisitar o livro no nosso Centro de Recursos.

"PERSONIFICO" - OS PARTICIPANTES DÃO O SEU TESTEMUNHO


UM BALANÇO
         No passado dia 15 de março, o Clube de Leitura, em conjunto com a turma A do 11º Ano, realizou a atividade EU PERSONIFICO UM LIVRO no âmbito da semana da leitura. Foi proposto a cada aluno personificar um autor/personagem célebre. Já na pele de cada autor/personagem, visitámos o centro histórico da cidade, recitando poemas e/ou excertos dos livros selecionados. A atividade pareceu entusiasmante para as alunas do Clube de Leitura, apesar da pouca interação do público. Cada uma das participantes falou da experiência.

INÊS RODRIGUES:
     Penso que as pessoas não foram recetivas e não souberam interagir de acordo com as situações. Contudo, foi uma experiência enriquecedora e, de certa forma, didática. Gostaria imenso de voltar a participar em algo idêntico.
 
         INÊS BIDARRA:
     Foi uma experiência positiva, apesar do público estar pouco recetivo a este tipo de atividades, visto que participei ativamente, pois era a fotógrafa.

DORIBELE BÁ:
     Adorei esta experiência, sendo ela criativa e de alguma forma lúdica e didática. Creio que deveriam existir mais atividades deste calibre, porque nos ajudam a lapidar a nossa educação.

MICAELA BATISTA:
     Na minha opinião, esta atividade contribuiu para o nosso dinamismo cultural. Foi uma experiência, não só didática como também divertida.

ÂNGELA GIL:
     Foi uma atividade que nunca pensei realizar, mas que adorei fazer. Penso que, apesar de não sermos ouvidos agradável e atenciosamente, todo o grupo se divertiu com esta nova experiência.

MARIANA FERNANDES:
     Achei que as pessoas não reagiram muito bem ao serem confrontados com uma situação a que não estão habituados. Porém, adorei participar nela e diverti-me imenso.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

3 PERGUNTAS A QUEM LÊ



Nome: Rosa Ramos
Idade: 29 anos
Profissão: Jornalista no diário "i"
Ex-aluna da ESAAG

1)Em termos de livros, o que anda a ler e o que tem lido recentemente?
 A leitura é um dos exercícios mais importantes que nos podem acompanhar ao longo da vida. Nos primeiros anos, porque nos ensina a escrever e a organizar o pensamento. Mais tarde, porque nos ensina a pensar e até a formar algum carácter. E pela vida fora, porque nos permite viajar sem sair do lugar e acumular conhecimento. Ler é uma viagem da alma. Sem custos, sem que seja preciso sair do lugar. Através da leitura, as nossas próprias histórias e vozes ganham voz. A leitura é, por isso, um exercício quase transcendental, em que a voz do escritor se funde com a voz remota e interior do leitor. No meio da agitação do dia-a-dia e das imensas solicitações que a vida nos exige, é por vezes complicado cumprir este exercício. Admito que não leio tudo o que deveria ler, tudo o que poderia ler e, acima de tudo, tudo o que gostaria de ler. Fiz uma descoberta recente: o valter hugo mãe. Uma das vozes da nova Literatura portuguesa - e uma voz extraordinária. "A máquina de fazer espanhóis" é um livro absolutamente espantoso. Há relativamente pouco tempo, li também "A sangue frio", do Truman Capote. Outra obra extraordinária e que inaugurou, na década de 1960, um novo género de Literatura, em que o estilo jornalístico - mecânico, descritivo e por vezes demasiado cru - se confunde com o género romance. Mais recentemente, reli um dos meus livros favoritos de um dos meus escritores favoritos, "Os cus de Judas", do António Lobo Antunes, que recentemente anunciou que se iria retirar do mundo dos livros. É curioso compreender como as grandes obras nos aparecem sempre de maneira diferente, de todas as vezes em que insistimos voltar a elas. Anteontem, peguei num outro livro, num estilo completamente diferente, do padre e poeta Tolentino de Mendonça, "Um Deus que dança" - um conjunto de reflexões, em que a poesia se mistura com a espiritualidade.

  2)Refira uma impressão positiva de uma dessas leituras.
Tira-se, de todas as leituras, uma impressão positiva. Ou um pedaço de experiência que mais tarde se recorda ou se utiliza. De uma forma ou de outra. Parte desta minha descoberta em relação aos livros passou, precisamente, pela Afonso de Alburquerque - tive a sorte de ter uma professora extraordinária, a professora Alcina, que sempre nos incentivou para a importância e, sobretudo, para o prazer de ler. No caso do livro "A sangue frio", do Truman Capote, retirei sobretudo o saber fazer: a construção da narrativa é notável. E é um livro capaz de agarrar o leitor do princípio ao fim. O autor utiliza técnicas curiosas - provavelmente inspiradas nas técnicas jornalísticas - para conseguir criar esse efeito. O livro contra a história, verídica, de dois homicidas, condenados à cadeira eléctrica e que assassinaram uma família inteira nos Estados Unidos. A história - que acompanha os dois homens desde o planeamento do crime, à sua execução, passando pelas consequências - é contada de forma notável por um jornalista. E uma leitura obrigatória para todos os que apreciem o género policial e, sobretudo, para aqueles que queiram aprender a escrever.
  
 3)Qual a sua rotina semanal de leitura de jornais e outros periódicos?
A minha relação com os jornais é, porventura, um pouco atípica. Sou jornalista e trabalho num jornal diário. Consequentemente, todos os meus dias começam, precisamente, com a leitura de todos os jornais. É preciso olhar para o trabalho dos colegas numa perspetiva crítica e precisamos de estar permanentemente a par do que está a acontecer no país e no mundo. Aos fins-de-semana, e quando não estou na redação, prefiro comprar revistas. É interessante perceber a arrumação que fizeram da semana (das histórias que os jornais contaram diariamente) e a forma como contam os assuntos. Mais aprofundada, trabalhada com mais tempo. Atualmente, é muito difícil explicar às pessoas - especialmente aos jovens da vossa idade - qual é a mais-valia dos jornais. Hoje, a informação acontece minuto a minuto. E chega-nos de forma gratuita. No i-phone. No computador. Na rádio e na televisão. O papel dos jornais é explicar essa informação, que acontece minuto a minuto. O dinheiro que se gasta num jornal é um investimento no saber, na cultura e um contributo para a própria democracia. E em tempos tão conturbados como aqueles que atravessamos, o papel do jornalista e dos jornais - de mediadores e "explicadores" da realidade - afigura-se cada vez mais importante.

terça-feira, 19 de março de 2013

EU PERSONIFICO UM LIVRO



Um grupo de alunos da Escola Secundária de Afonso de Albuquerque participou na tarde do passado dia 15 de março, no âmbito da Semana Nacional da Leitura, numa leitura encenada de poemas e excertos de obras de escritores portugueses e estrangeiros, em diversos espaços públicos da cidade da Guarda.
Esta atividade, desenvolvida pelos alunos de Filosofia do 11º Ano, inseriu-se no projeto "Eu personifico um livro", tendo como finalidade a motivação para a leitura pela descoberta do prazer de ler e conta ainda com a participação dos alunos do Clube de Leitura e do Clube de Teatro.
Alguns dos alunos personificaram obras literárias, outros vestiram os trajes e a pose de escritores como Camões, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Cecília Meireles e Florbela Espanca. A experiência, pelo que pudemos constatar, correu muito bem. Um destes dias ouviremos os participantes sobre a experiência. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

RELER AQUELA PASSAGEM

     Já reli Os Maias uma dúzia de vezes por dever profissional e de cada vez que o releio há sempre imensas coisas que descubro ou que me impressionam ainda mais que na primeira vez. É por exemplo em cada nova leitura o caso da famosa cena do Guimarães, à saída do sarau da Trindade, a dizer ao Ega que tem lá um cofrezinho da Maria Monforte que quer entregar à família, ao Carlos ou à irmã. A surpresa de Ega (que responde que Carlos não tem irmãos) é também a nossa e a confirmação de que o Guimarães os vira a ele, ao Carlos e à "irmã" numa carruagem deixa-nos também a nós boquiabertos. E depois é toda aquela cena com o Ega a fingir que afinal ele sabia mas que não queria que se soubesse, tudo fita que nós gozamos, connosco a saber e com a outra personagem sem compreender. Será que é este poder que nos é dado (saber mais que as personagens) que nos satisfaz e nos dá a ilusão de um poder que nunca imagináramos? E logo a seguir, já com o cofre guardado, é a nossa tranquilidade de burgueses leitores diante do drama que se coloca diante da personagem Ega, que não sabe para onde se há de virar. E nós a ver aquela dança de sentimentos...
     Vale a pena (re)ler Os Maias.
Joaquim Igreja, professor de Português

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

HISTÓRIAS DE AMOR AOS PEDAÇOS



Venceu Diana Mimoso

A iniciativa do Clube de Leitura “Histórias de amor aos pedaços”, do passado dia 14 de fevereiro, tem já vencedor: Diana Mimoso, do 9º A. Esta aluna foi sorteada entre 16 totalistas de respostas certas ao passatempo, que pretendia levar à identificação de livros com enredos sentimentais através de excertos: os 12 livros expostos no salão estavam abertos em determinada página, que dava as pistas necessárias. Participaram várias dezenas de alunos. Parabéns à vencedora, que receberá um livro à sua escolha..
A equipa do Clube fez também a foto de família, diante do placard do evento: ela aí está. Venham mais atividades.

EXPOSIÇÃO DE GRAÇA PIRES


Graça Pires, poeta do mês
Depois de termos lembrado a poetisa Mª Teresa Horta, escritora recentemente distinguida com o Prémio D. Dinis pelo romance “As Luzes de Leonor”, é tempo agora de divulgar numa pequena exposição, patente no Centro de Recursos da nossa escola, a poesia de Graça Pires, natural da Figueira da Foz, onde nasceu a 22 de novembro de 1946. A sua já vasta obra tem vindo a ser reconhecida pela atribuição de variados prémios, entre os quais se destacam o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com Poemas (1988) e o Prémio Nacional Poeta Ruy Belo, da Câmara Municipal de Rio Maior, com o livro O silêncio: lugar habitado (2008), traduzindo o mérito da sensibilidade da sua escrita. A Exposição permanecerá no CR até ao fim do mês de março.
Aqui deixamos um pequeno poema para "aguçar" o apetite!
 
Perfil

De passagem,
 
como a véspera imprecisa

do poema,

principia em mim

a planície agreste

da solidão dos outros.

E a não ser

o silêncio poente

dos meus olhos,

tudo o resto me diz

que sou um pássaro

a voar, inconsequentemente,

no sentido das palavras.

                                  In Poemas

 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

3 PERGUNTAS A QUEM LÊ


Gabriela Monteiro, professora de Matemática na ESAAG

1)Em termos de livros, o que anda a ler e o que tem lido recentemente?
2)Refira uma impressão positiva de uma dessas leituras.
3)Qual a sua rotina semanal de leitura de jornais e outros periódicos?

            Toca o despertador. Uma das minhas primeiras imagens diárias é a torre de livros que se vai acumulando na mesinha de cabeceira, sinal de que ainda não foram lidos. Analisando os que por lá permanecem e os que já foram lidos, em especial nos últimos 2 a 3 anos, é fácil constatar que poderão ser agrupados em três categorias: autores portugueses, romances históricos e romances que contem a história de vida dos emigrantes portugueses nos vários cantos do mundo e posterior regresso dos emigrantes das ex-colónias. Poucos são os livros que “fogem” destas categorias.
            A minha curiosidade por autores portugueses, dos mais destacados nos últimos anos, talvez se deva em grande parte a José Rodrigues dos Santos. Somos ambos moçambicanos, ele viveu na minha terra natal, Tete, e ouvi várias histórias verídicas ocorridas por lá e mais tarde contadas no “O Anjo Branco”.
Conhecer um pouco mais da nossa história e as minhas origens também justificam algumas das minhas preferências literárias atuais. Relacionar autores portugueses com uma destas opções é fácil. Satisfazer a minha curiosidade, mais fácil ainda: basta pegar num bom livro, folhear e ler.
Destaco alguns, como Júlio Magalhães com “Os retornados”, “Um amor em tempos de Guerra” e “Longe do meu coração”, Miguel Sousa Tavares com “Equador”, Francisco Moita Flores com “Mataram o Sidónio”, Margarida Rebelo Pinto com  “Minha querida Inês”, Fernando Dacosta com “Máscaras de Salazar”, Diana do Cadaval com “Eu, Maria Pia” e “Maria Francisca de Saboia”, Aniceto Afonso com “O meu avô africano”, Rita Garcia com “S.O.S. Angola, os dias da ponte aérea”, …
            Acabado de ler, “ Marquesa de Alorna” de Maria João Lopo de Carvalho. Nada mais acrescento ao que já foi dito pela crítica e por leitores: sem quaisquer sombra de dúvidas a história fascinante de uma mulher considerada única, no contexto social, económico e político em que viveu. Justificação suficiente para considerar pouco significante o tamanho do livro e nunca ter perdido “aquele entusiasmo” pela sua leitura.
            Também fazem parte das minhas leituras, livros como “O cão de Sócrates”, “Confissões do Piu Piu de Passos Coelho”, “ A vida louca dos reis e rainhas de Portugal” e outros do mesmo género. Histórias leves, curiosidades mais ou menos banais, uma leitura fácil.
            Para além desta leitura, consulto diariamente, on-line, diversos jornais. Gosto de estar minimamente atualizada com o que se passa à minha volta, quer em Portugal quer um pouco mais além. Costumo dar uma vista geral pelas diversas notícias e leio as que considero de maior interesse comparando diferentes pontos de vista, consoante o jornal de que se trate.
            Chega a noite, leio um pouco, duas, três páginas, …,  o que me apetecer! E uma das últimas imagens diárias é a torre de livros que pretendo que vá desaparecendo da mesinha de cabeceira…